Diário da balança: Estou de dieta e já perdi 13 quilos

Por Juliana Vines

Decidi abrir o jogo: estou de dieta. Dessa vez não é nenhum teste para uma reportagem, é pra valer.

Comecei em outubro de 2015, quando fui a uma nutricionista. Durante pouco mais de quatro meses, segui a regra “coma de tudo, mas com moderação”. Troquei a pizza de calabresa por de abobrinha, a batata frita do hambúrguer por salada, o refrigerante por água com gás.

Também fiz exercício, mas nada muito certinho. Saí do sedentarismo total para duas horas semanais de ginástica com uma personal trainer. Pouco, eu sei.

Funcionou, mas menos do que eu esperava. Em média, perdi meio quilo por semana. No começo de março, tinha eliminado dez quilos.

(Preciso perder cerca de 25 kg para chegar a um peso saudável, considerando aquelas contas de IMC; hoje tenho obesidade grau 1)

Voltei à nutricionista no começo de março e ela me deu os parabéns, mas… “Para você continuar emagrecendo teremos que mudar tudo”, disse. E propôs uma dieta sem glúten.

Uma das melhores coisas sem glúten: espaguete de palmito pupunha com molho bolonhesa. Foi meu almoço na quinta-feira (31) (Foto: Arquivo Pessoal)
Uma das melhores coisas sem glúten: espaguete de palmito pupunha com molho bolonhesa. Foi meu almoço na quinta-feira (31) (Foto: Arquivo Pessoal)

Sem pão, macarrão, pizza, cerveja, comida árabe… o que sobra mesmo?

Sempre fui contra a ideia de deixar de comer glúten se você não é intolerante à proteína. O cardápio fica muito restrito, e não existem provas científicas de que o sacrifício valha a pena. Mesmo assim, resolvi aceitar a proposta por alguns motivos:

1) Acabar com o festim de bolachas e cookies integrais. À tarde, meu lanche era praticamente só isso quando deveria ser fruta e castanha. Apesar de não ter muitas calorias, as bolachas têm açúcar demais e nutrientes de menos;

2) Controlar o consumo de massas. Não acho que cortar carboidratos deva ser regra (as dietas da proteína estão longe de ser consenso), mas admito que o meu maior fraco são as massas e que, sendo proibida de comer macarrão, seria obrigada a comer mais salada;

3) Observar o funcionamento do meu intestino. Talvez esse seja o ponto mais importante. Sempre que faço dieta, quando saio um pouco do cardápio tenho dor de barriga. Desde criança, associei isso à ingestão de gordura, mas a nutricionista disse que pode ter alguma outra causa, como glúten ou lactose. Por isso, tiramos a lactose também;

4) Último, mas não menos importante: é por tempo determinado. A ideia era seguir essa dieta por 80 dias. Confesso que demorei um pouco para engrenar. Agora faz três semanas que estou nessa (já perdi outros três quilos!) e ainda faltam 40 dias. O deadline coincide com a data do meu casamento –não por acaso. Depois, devo mudar o cardápio.

Nessas três semanas, descobri que pão sem glúten parece espuma, que coisas sem lactose são iguaizinhas (só que mais caras) e que pão de queijo de frigideira é a melhor invenção sem glúten da história –seguido de perto por biscoito de polvilho, tapioca e espaguete de pupunha.

A partir de hoje, vou postar aqui diários semanais desses 40 dias de dieta. Vou falar das dificuldades e das tentações, compartilhar minhas dúvidas e tentar reproduzir receitas. Digo tentar porque da última vez que resolvi fazer chips de abobrinha esqueci a assadeira no forno e virou um carvão.

Tentativa de chips de abobrinha, que esqueci no forno e virou carvão (Foto: Arquivo pessoal)
Tentativa de chips de abobrinha, que esqueci no forno e virou um carvão (Foto: Arquivo pessoal)

Ah, só para deixar claro, a ideia aqui não é indicar dieta pra ninguém. O cardápio que estou seguindo foi feito para mim, por uma nutricionista. E o blog não vai virar só isso, vou continuar postando outras coisas.

Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, deixem nos comentários ou mandem para o e-mail juliana.vines@grupofolha.com.br. Até o próximo diário!